Lembram do Yakult? Aquela bebida com lactobacilos vivos que ajudam na digestão e é adorada por crianças? Pois é: a aluna Flávia Roberta Monteiro, do Programa de Mestrado Profissional em Biotecnologia (PPGB-UnP), criou uma bebida láctea fermentada também com lactobacilos vivos a partir da polpa de caju e soro de leite.
E mais: o soro seria produto de descarte orgânico de empresas produtoras de queijos da Região Seridó do Rio Grande do Norte. O que seria descartado e depositado no meio ambiente, originou uma bebida probiótica com alto nível de aceitação, passando em todos as avaliações sensoriais. Ou seja: gostosa, segundo texto da própria Unp.
Os probióticos são microrganismos vivos benéficos à saúde, que agem favorecendo a presença de bactérias boas no nosso organismo e diminuem a concentração de bactérias ruins (patogênicas e putrefativas) e microrganismos indesejáveis. Eles nos beneficiam equilibrando a flora intestinal, o colesterol, ativando a imunidade humoral e celular, aumentando a digestão da lactose, reduzindo a insônia e prevenindo a constipação e o estresse.
A pesquisa foi publicada neste mês em Revista Qualis A, “Resarch, Society and Development.”,em parceria com os pesquisadores do Programa de Mestrado Profissional em Biotecnologia (PPGB-UNP). O artigo intitulado “Probiotic fermented milk drink added with cashew pulp (Anacardium occidentale): formulation, physicochemical, microbiological and sensory characteristics” foi resultado do projeto de pesquisa desenvolvido pela aluna no período do Mestrado.