O integrante do Conselho Nacional de Justiça, Henrique Ávila, solicitou que a Corregedoria Nacional de Justiça abra um procedimento preliminar para investigar a conduta do juiz de Santa Catarina que presidiu a audiência do caso Mariana Ferrer, que afirma ter sido estuprada em uma festa pelo empresário André de Camargo Aranha em 2018.
O conselheiro alega ver elementos de ''tortura psicológica'' no tratamento dado a Mariana durante a audiência. Além disso, afirma que o fato do juiz não ter intervido, sugere que ele tenha dado aval às agressões verbais por parte do advogado do empresário.
Inclusive, há um vídeo que já está circulando na internet de um trecho da audiência em que o advogado mostra uma série de fotos de Mariana que não apresentam nenhuma relação com o caso. O advogado alega que ela posou em "posições ginecológicas" e chegou a dizer: ''Graças a Deus não tenho uma filha com o teu nível''.
Sobre esse vídeo, Ávila afirmou no pedido ao CNJ: ''As chocantes imagens do vídeo mostram o que equivale a uma sessão de tortura psicológica no curso de uma solenidade processual".
Confira trecho da audiência: