Emanuel Monte: A certeza da impunidade
Quando o marginal apertou o gatilho do revólver e matou Emanuel Monte, no sábado em Tibau, ele tinha uma certeza, a impunidade. O grande problema do Brasil não são as leis, mas a falta de punibilidade para aqueles que transgridem as regras.
Mudei meu pensamento, hoje sou completamente contra a execução da pena depois da condenação em segunda instância, tem que executar após a condenação em 1° instância, a sentença de um juiz tem que ter efetividade, não ser apenas um relatório, pelo menos para crimes hediondos.
A presunção de inocência tem que ser relativizada, por que o assassino confesso de Emanuel tem que “ser inocente” até o trânsito em julgado? É totalmente sem sentido depois do crime confessado, das provas robustas, do motivo torpe, da covardia e monstruosidade.
A picaretagem de políticos e empresários que lutaram contra a execução da pena depois da condenação em 2° instância, vai refletir na bandidagem, é uma carta branca para assassinar, roubar. Criou-se um escudo.
Vivemos em uma sociedade “humanizada” para entender a bandidagem, pouco nos importamos com as vítimas. Qualquer um que frequenta uma casa de praia pode morrer porque um marginal resolveu testar a arma.
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