Diário de um confinado - 2° dia
Para quem tem meu estilo do vida, esse confinamento é quase uma tragédia. Passo o dia na rua, nem no escritório vou muito, gosto de movimento, da liberdade, de ir para vários lugares.
Meu trabalho no Blog faço pelo celular, não preciso de computador, o de casa passo semanas sem ligar.
Some o confinamento a angústia, o medo, a incerteza do que vai acontecer. Tento não descontar tudo isso na geladeira, vivo pensando em comida, tenho fome permanente, só que agora com o risco de pegar o coronavírus, mudei meus hábitos para tentar controlar minha diabetes.
Ricardo está bem, Lissa não falo com ela desde de quinta-feira, mas está confinada também. Acho que todo mundo tem mesmo que ficar trancado. Ontem pelo Instagram falei com meus familiares através de vídeo, pode participar seis telefones, experiência nova, não conhecia.
O dia não passa, apesar que estou trabalhando muito no Blog, quase 50 postagens por dia. Tento só entrar no quarto para dormir, mesmo assim estou tomando indutor de sono, só assim consigo apagar por 3 ou 4 horas. O resto do tempo fico ligado mesmo.
Ontem, fiz duas lives no Instagram, a da noite um sucesso, mais de 500 visualizações, escuto muito rádio, vejo pouca TV, tenho lido muito. Pelo que escuto e vejo, deveremos passar por uma tragédia nacional, na área da saúde e principalmente econômica. Mas como diz a frase, é melhor um falido vivo que um morto bem economicamente, por isso vamos ficar em casa.
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