Ricardo Negreiros: A polêmica nomeação do reitor do IFRN
Por Ricardo Negreiros, acadêmico de medicina UFPB e ex-aluno do IFRN:
O MEC nomeou como reitor temporário do IFRN o professor Josué de Oliveira Moreira, que não havia participado das eleições para reitor. A suposta justificativa é de que o candidato mais votado, José Arnóbio de Araújo Filho, responde processo disciplinar administrativo, invalidando a nomeação. Agora, todos estão revoltados. Uma Instituição que faz, há tempos, manifestações do “Fora Temer”, “Lula Livre”, “contra o Bozo”, etc., esperava que o governo não estivesse vigilante?
Não é surpresa que o IFRN é um campo político. Quando me formei, no curso de edificações, houve um coro de “Fora Temer” no meio da solenidade, iniciado por alguns alunos. Os convites e estímulos para participar de manifestações e protestos sempre foram presentes, e há claramente um ponto de vista esquerdista entre boa parte dos professores.
Mas o problema não é a opção ideológica dos professores, o problema é a captação de jovens com idade entre 15 e 18 anos para compor movimentações política. A adolescência é uma fase em que se busca desesperadamente a sensação de pertencimento, ou de ter alguma relevância, ou de “lutar” por algo, e há pessoas que se aproveitam disso para cooptar militantes. Adolescentes então viram a linha de frente, a ponta de lança, para que outros atinjam suas ambições políticas.
E lá vi de tudo: apresentações de sociologia que tive que falar e exaltar os “conselhos populares” da Venezuela, sob pena de levar gritos da professora; viagem para João Pessoa para ver o Pôr do Sol na praia do Jacaré sob o pretexto da “perspectiva cultural” (um oba-oba); aulas sobre o neoliberalismo selvagem que pisoteia os pobres; debates e rodas de conversa apenas com pessoas ligadas à esquerda quase que semanalmente e sem espaço algum aos diferentes pensamentos.
Falam muito de diversidade, mas são uma massa homogênea de pensamento que não tolera o contrário. Felizmente, a maioria dos professores é de excelente qualidade, ética e educação, e infelizmente, a minoria tóxica dita os rumos políticos do instituto.
Do blog: Ricardo é meu filho, não foi infectado pelo esquerdismo.
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