Documentos revelam que governador do RJ é suspeito de beneficiar organização criminosa
Em reportagem publicada no site, a revista Veja trouxe detalhes da investigação contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel e a primeira-dama Helena Witzel.
Segundo a matéria, no dia 1º de agosto de 2019, o escritório Helena Witzel Sociedade Individual Advocacia e a DPAD Serviços Diagnósticos, que integra um grupo de empresas fornecedoras do governo estadual, firmaram um contrato até então de “prestação de serviços e honorário advocatícios”. O acordo previa um pagamento total de 540 000 reais, divido em 36 parcelas mensais de 15 000 reais, até agosto de 2022. Sem uma experiência reconhecida na área jurídica, a advogada Helena Witzel prestava “consultorias verbais”.
Um mês após assinar esse contrato, Helena Witzel e o seu marido, o governador do Rio, alteraram o regime de casamento para comunhão universal de bens, conforme publicação do Diário de Justiça do Rio de Janeiro do dia 3 de setembro de 2019. Na prática, isso permitiu que todos os bens do casal se tornassem um patrimônio só.
Desde agosto até março deste ano, a primeira-dama do Rio de Janeiro emitiu oito notas fiscais de prestação de serviços jurídicos para a DPAD, totalizando 120 000 reais brutos.
Os documentos acima foram localizados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal após a deflagração da Operação Favorito — que prendeu uma organização criminosa de empresários que nos últimos anos pagava propinas para ganhar contratos com o governo do Rio. Entre os integrantes do esquema, está Mário Peixoto, que celebrou diversos negócios com o estado, em diferentes gestões, de Sergio Cabral a Luiz Fernando Pezão e Wilson Witzel.
Diante dessas provas, a Procuradoria-Geral da República identificou “um vínculo bastante estreito e suspeito entre Helena Alves Brandão Witzel e as empresas de interesse de Mario Peixoto”. Além disso, os investigadores levantaram indícios de que o governador do Rio agia “em benefício da organização criminosa” — e “mantinha o comando das ações (auxiliado por Helena Witzel)”.
Veja.com.br
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