Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha pra aquele balão multicor
Como no céu vai sumindo
Foi numa noite igual a esta
Que tu me deste o coração
O céu estava assim em festa
Porque era noite de São João
Havia balões no ar
Xote, baião no salão
E no terreiro o teu olhar
Que incendiou meu coração
O milho não foi assado, só cozido. Faltou pamonha e canjica, bolo de milho e, principalmente, alegria. As roupas quadriculadas, as tranças das meninas, o jeito matuto, o sonho da festa mais popular do Nordeste. A paquera da dança, para muitos o mês mais feliz do ano, que alegra o coração. Um junho sem cor, triste, para não dizer choroso.
Mas sempre teremos outros junhos, todo ano tem, o sexto mês. Fica torcida por cores, bandeirinhas, festa matuta, o olhar encabulado cheio de brilho do sonho de uma brincadeira sem fim.
A festa somos nós que fazemos independente de época, podemos criar e sonhar. O humano aguenta carregar muitas cruzes, a questão é a forma de encarar os problemas. Já já a pandemia passa e os sonhos serão nossas metas.