Editorial: É hora do RN conhecer a verdadeira Fátima Bezerra
Pobre, mulher, professora, sindicalista, política. Fátima Bezerra sempre se vangloriou da sua história pessoal de luta para chegar onde chegou.
Porém, muito além da crise fiscal do RN, a governadora Fátima derrapou nas curvas da pandemia do Coronavírus.
Seu governo foi inapto para lidar com a crise. Suspeitas na contratação de leitos de UTIs e respiradores foram levantadas; superfaturamento na locação de ambulâncias foi outro ponto negativo.
Nenhuma proposta social (ela que defende tanto a expressão) foi encetada para amenizar os efeitos da grave crise na saúde pública e para debelar as suas consequências na economia potiguar. Ao contrário, os cacetetes da polícia foram a única política social do governo Fátima ao fechar pequenos estabelecimentos e barracas de feira, no Alecrim.
Fátima pecou pelo despreparo para administrar a máquina pública. Sua equipe escafedeu-se por entre os buracos das rodovias em busca de refúgios em praias e serras, seguindo a sua líder refugiada na Redinha, todos amedrontados com os impactos do Covid19.
A reforma da previdência estadual é outro aspecto da Fátima acovardada, derrotada, traidora do seu próprio discurso histórico. Reformar para não quebrar versus reformar sem atingir os servidores.
Uma vez mais, Fátima mostrou que sabe fazer a política menor, negociando ninharias, sem promover o bem comum.
Ao escalar o hiper derrotado Fernando Mineiro para negociar votos na Assembleia, Fátima dá outro mau exemplo de sordidez, pois foi ela quem destruiu a carreira política parlamentar de Mineiro.
Fátima se mostra sem o mínimo escrúpulo em omitir, mentir, tergiversar, sobre a sua pífia gestão como governadora.
O RN vai descobrindo a verdadeira Fátima. Não aquela imagem de menina vencedora da pobreza, e sim da política profissional que só pensa nela mesma e no seu futuro político.
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