Por incrível que possa parecer, tem pessoas defendendo que uma criança de 10 anos, estuprada pelo tio, seja mãe, continuando com uma gravidez que pode causar danos graves a saúde dela. Hoje (16), um grupo anti-aborto se concentrou em frente a um Hospital em Pernambuco para tentar impedir a cirurgia.
O caso é consequência das manifestações que já vinham acontecendo em Vitória, onde a decisão judicial permitiu que a menina passasse pelo aborto. A pressão resultou na decisistência da equipe médica que realizaria o procedimento, o que forçou a transferência da criança para Pernambuco. Lá, os manifestantes se articularam para manter a posição contra a cirurgia.
Os manifestantes alegam que a gestação da menina já passou das 20 semanas e que mesmo o aborto legal a essa altura seria proibido. O tempo de gestação da menina, porém, não foi confirmado oficialmente. O limite legal para o aborto quando a mulher é vítima de estupro é de 22 semanas de gestação e 500g de peso do feto.
O caso dela foi identificado pelas autoridades de São Mateus (ES) no último dia 8 de agosto, quando ela foi atendida em um hospital e teve a gravidez atestada. Chamada a polícia, a criança contou que sofria abusos há 4 anos. O autor seria um tio da vítima. O homem de 33 anos teve a prisão decretada e está foragido.