Tive a oportunidade de acompanhar o ministro da Integração Regional Rogério Marinho em Jati, Iguatu, Mossoró e Ipanguaçu (comunidade Angélica). Foram dois dias de contato intenso, pude observar o trabalhado dele e algumas coisas me chamaram atenção.
O contato com o parlamento, no Ceará eram 8 deputados, no RN fez questão de citar a importância da bancada do estado. Essa articulação com a câmara é constante e na batalha diária de um governo com uma base instável é importante. Ele realmente tem acesso.
Rogério é articulado, tem a experiência das reformas trabalhista e previdenciária, uma equipe afinada, que presta uma boa assessoria. Não é um sujeito carismático, é retraído, tímido, mas tem avançado muito no discurso, consegue passar uma boa mensagem.
No dia que cheguei a Brasília (quarta-feira), Rogério teve uma reunião com Paulo Guedes, uma espécie de paz, depois de uma semana de bombardeio.
O potiguar não pareceu deslumbrado pelo cargo, muito focado na missão da segurança hídrica, tem um ministério de capilaridade nacional.
Provoquei algumas vezes a respeito de candidatura, mas não é o foco dele, apesar de ser político. E política Rogério faz com intensidade, o telefone não parou, articulação direto no dia que a câmara precisava manter o veto do presidente ao aumento dos salários dos servidores até o próximo ano.
Para o RN, o grande legado que o Ministro Rogério pretende será a chegada das águas do Rio São Francisco, prevista para julho de 2021.
Outra coisa que observei, o cuidado para os créditos ao presidente Jair Bolsonaro. Nos discursos, entrevistas, falas e conversas, sempre enfatiza o nome do presidente, da liderança, da missão de Bolsonaro.