A escassez de PVC no mundo atingiu a indústria de plásticos no Brasil e, hoje, falta resina no mercado doméstico, sobretudo para os transformadores que dependem do material importado. Um conjunto de fatores, que inclui ausência de investimentos em novas fábricas na última década, pandemia de covid-19 e reaquecimento da economia, tende a agravar o desabastecimento, que já afeta transformadores de todos os tamanhos.
“As empresas estão retomando as operações, que foram afetadas pela pandemia, e não têm resina”, diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho. O forte aumento dos preços das resinas em geral também preocupa o setor — só no PVC, a alta supera 30% em poucos meses.
A Corr Plastik, que está entre as maiores fabricantes de tubos e conexões de PVC no Brasil, anunciou um aumento de preços da ordem de 20% a partir de 1º de setembro e informou que os riscos de parada por falta do insumo são “cada vez mais iminentes”. “O ambiente para compra de resina de PVC está se tranformando em algo cada vez mais imprevisível e oneroso. Hoje, não existe disponibilidade no mundo deste produto e os preços não param de subir fortemente”, informou, em comunicado sobre o reajuste ao qual o Valor teve acesso.
Uma das maiores empresas de tubos e conexões de PVC do mundo, a Wavin chegou a suspender, por algumas horas na quinta-feira, as vendas de toda a linha de produtos da marca Amanco Wavin no país até que fosse definida uma nova tabela de preços.
Em nota, a Wavin no Brasil informou hoje que “segue operando com plena capacidade e está adequadamente abastecida de resina para atender aos clientes atuais e novos”. “O atendimento comercial da Amanco Wavin foi suspenso apenas por algumas horas para atualização da política cambial e foi retomado no mesmo dia”, disse.