Perto de completar cinco meses de pandemia e da séries de medidas e decretos que fecharam a economia potiguar e impediram que boa parte da população ganhasse o próprio sustento, o Governo Fátima Bezerra decidiu agir e lançou um programa "emergencial" (parece piada) de assistência social, o "RN Chega Junto".
Segundo o Estado, serão R$ 8,850 milhões disponibilizados para a proteção socioassistencial de povos e comunidades tradicionais, população em situação de rua, refugiados, apátridas e migrantes, pescadores artesanais, idosos, comunidade LGBTQIs e mulheres em situação de violência.
No release oficial, a governador afirma que "cobro de mim mesma, cobro no nosso governo o desempenho de ações que venham minimizar esse sofrimento". Mas parece que, mesmo se cobrando, Fátima conseguiu dormir bem durante esses cinco meses de pandemia, quando a população estava passando necessidade e tendo que se aglomerar nas filas para receber a assistência do Governo Bolsonaro - que a própria Fátima criticou e culpou como responsável pela proliferação da pandemia no RN.
Afinal, são ações tão simples (como a distribuição de céstas básicas), que poderiam ter sido aplicadas logo no início da crise. A população mesmo, cheia de incerteza, mas com muita boa vontade, fez isso no começo das regras de isolamento, enquanto a gestão Fátima, nada. É triste ver que a ação emergencial do governo petista chega tão tarde.