Uma cultura arcaica contém, aprisiona, domestica, sufoca, as lideranças políticas do RN.
Essas lideranças políticas podem até impor “culturas” em períodos distintos da vida pública do estado, como o fizeram Aluisio Alves e Dinarte Mariz, mas a cultura política arcaica nunca foi inteiramente modificada por nenhuma liderança.
A política no RN já sofreu pequenos sismos, abalos, mas nunca foi realmente atingida, alterada, modificada. Um exemplo disso foi a eleição do senador Styvenson em 2018.
A velha cultura política sempre permaneceu latente, queimando por baixo como fogo de engenho, ou de monturo, daí a eleição da senadora Zenaide e do seu irmão João Maia, deputado federal.
Por isso, as mudanças de gestão a cada quatro ou oito anos, sem que exista um novo modelo de “fazer política”, contamina quem quer que seja a liderança no poder. Isso acontece no governo Fátima.
Um novo modelo de “fazer política” no governo neutralizaria essa velha cultura e imporia uma política negociada, estabilizada, à cada liderança sequencial, como se fosse uma “prisão”, enquadrando a todos.
Esse novo modelo não existe, mas pode ser desenhado. É apenas um sonho, mas sonhar é preciso.