Pouco tempo depois do Twitter, Instagram e Facebook decidirem banir de suas redes o presidente do país mais poderoso do mundo, as gigantes Google e Apple retiraram o Parler de suas lojas e a Amazon cancelou a hospedagem do site em seus serviços.
O Parler é como um Twitter, porém sem a censura característica das opiniões que desagradam a patota de selo azul, ou seja, permitia a voz livre das pessoas consideradas de direita.
Retirar o site do ar após ele ter se mostrado um instrumento para que Donald Trump continuasse a se comunicar com seus apoiadores, as chamadas “Big Tech” deram um golpe na liberdade de pensamento e opinião.
Calar de forma indiscriminada e irrestrita um discurso político, perseguindo os interlocutores e execrando-os do debate público é genocídio cultural. Vimos ao longo da história, mais recentemente na Alemanha nazista e nas revoluções que levaram aos regimes totalitários de Cuba, China, Coreia do Norte e Russia, que o genocídio cultural precede o genocídio físico propriamente dito.
Ontem foi Trump, hoje foi o Parler, e amanhã, caro leitor, serei eu e você.