Isso não é um conto de verão, passa longe das brincadeiras que faço com o condômino, é apenas um retrato da triste realidade.
O Porto Brasil era para ser um exemplo de civilização, lá tem os melhores médicos, advogados e empresários, convivendo também com a cúpula do judiciário, MP, política e até autoridades nacionais. Quando a gente pensa em uma montagem perfeita, só os "best", o Porto Brasil poderia simbolizar isso.
A realidade é diferente. O exemplo errado começa da administração do condomínio, sofrem da síndrome do pequeno poder, são regras absurdas, que foge o ordenamento jurídico do Brasil. Agora tem toque de recolher, jovens não podem circular depois de 0h.
Aí a bagunça continua nos condôminos que não entendem o que é viver em sociedade, acham que compraram uma república própria, a república das bananas.
Depois vem os reis, quer dizer, as divindades, jovens sem limites. Porque os pais compraram um apartamento, sentem-se no direito de mandar e fazer regras.
O controle social de uma favela, sempre comandado por uma facção criminosa é mais organizado que do PB. Na favela todo mundo sabe seu tamanho, no PB todos são donos e acham que mandam no pedaço.
PS: Antes que comece o mimimi, o Porto Brasil é massa. Se eu tivesse dinheiro estaria lá também, no meio dessa sociedade desorganizada. É apenas um recorte do país que vivemos e no tipo de sociedade que temos.