O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) indicou R$ 1,1 bilhão das emendas de relator (RP9) e teve R$ 935 milhões empenhados, de acordo com uma planilha de gastos parlamentares obtida pela CNN Brasil. O montante é praticamente quase 20% do total que foi destinado para todos os senadores por meio de emendas do relator.
A planilha mostra que o montante de R$ 1,1 bilhão foi dividido para os ministérios da Defesa (R$ 81,3 milhões), Funasa (R$ 10 milhões), Agricultura (R$ 16,8 milhões), Desenvolvimento Regional (R$ 576 milhões), Educação (R$ 6,1 milhões), Turismo (R$ 16,9 milhões) e Saúde (R$ 424 milhões).
As emendas de relator se inserem no chamado “Orçamento secreto”, pois não seguem critérios técnicos, mas sim políticos. Também não há transparência de quem recebeu e quanto recebeu.
Para este ano, foram distribuídos R$ 5,5 bilhões para o Senado e R$ 11 bilhões para a Câmara. Alcolumbre liderou essa distribuição para o Senado, mas depois que o senador Ciro Nogueira foi para a Casa Civil, ele passou a controlar essa distribuição. Para interlocutores do Planalto, este é o embrião da disputa entre Bolsonaro e Alcolumbre, o que Alcolumbre nega.
CNN Brasil