As pessoas são engraçadas, as vezes tenho preguiça mesmo. Todos os dias eu recebo denúncias, sempre acompanhadas de "não publique meu nome, preserve a fonte".
O sigilo da fonte é um patrimônio, a faca entra e não falo, tanto é que já fui intimado a prestar depoimento em um hospital da polícia na época do COVID-19 porque o comandante-geral da PM e o secretário de segurança do estado queriam que eu dedurasse a fonte. Minha resposta, chamei os dois de lambe-botas. Eram dois polícias respeitáveis, mas que para se manter no poder ficaram de cócoras para Fátima Bezerra.
Voltando as fontes, quando dizem que não querem se expôr entendo demais, não é fácil na sociedade que vivemos ter opinião, enfrentar grupos, empresas e governos. Mas, depois que passam a informação, eu tenho que apurar, saber, procurar a outra parte, olhar a realidade. Já que a pessoa não quer exposição. Porque se quer fica fácil aparecer fica fácil, hoje mesmo publiquei umas acusações de um ex-vereador contra um vereador. Foi ele que acusou. Depois o vereador também acusou o ex-vereador é assim seguem.
Ontem, recebi duas denúncias contra um colégio, todos pedindo a preservação das fontes. Ok! Como fui apurar, hoje já me acusaram de ser vendido ou ter medo do poder econômico. Se a pessoa que se sente ofendida não quer aparecer porque eu que não tenho certeza da história tenho que publicar?
Se eu tivesse medo de poder econômico, não bateria em governo, prefeituras, ministério público, no judiciário (mesmo respondendo processos), legislativo, senadores, deputados, vereadores. Já bati também nos dois maiores anunciantes privados do estado (Unimed e Nordestão) e em vários outros, inclusive no colégio que minha filha estuda, Marista (e não tenho nenhuma intenção de tirar ela do colégio e gosto de lá).
Agora, tenho compromisso com os leitores e as verdades dos fatos.