Texto de Ricardo Negreiros:
O estado do RN sempre se destacou pela quantidade de enxadristas e qualidade de seus clubes de xadrez. A Academia Damasceno de Xadrez (ADX) e o clube P4BR são exemplos de locais que mantém o jogo vivo para os potiguares. Durante a pandemia, os clubes fecharam as portas e o exercício do xadrez presencial se tornou limitado e restringiu os jogadores ao jogo online.
Agora, com o retorno dos torneios, os olhos se voltam para a nova geração de enxadristas. Enquanto boa parte da juventude está adaptada a um estilo de vida frenético e dinâmico, com abuso de videogames e redes sociais (especialmente o TikTok), alguns poucos se dedicam a jogar o bom e velho xadrez, que nada tem de novo, não se reinventa (nem deve jamais), não atualiza e que exige concentração e paciência.
Talvez seja difícil imaginar uma criança permanecer duas horas sentada em uma cadeira jogando xadrez, mas há jovens que o fazem e fazem muito bem. O destaque de hoje se dá pela competição JUVERNS, classificatória estadual para os jogos da juventude nacionais, cujo campeão da categoria 12 a 14 anos foi Daniel Chavante (Over), seguido por Enzo Magalhães (Marista) e Heitor Torres (CEI).
Coincidentemente, estes três jovens tem uma coisa em comum: são ou já foram alunos dos professores da Academia Damasceno de Xadrez.
No xadrez feminino, os resultados também foram excelentes, com a campeão Luiza Karollyne, do colégio Henrique Castriciano de Souza, que fica em Macaíba, mostrando a força do xadrez no interior, seguida da vice-campeã Cecília Macedo (Neves) e da terceira colocada Karina Melo (Paulo Nobre).
Todos os competidores e participantes estão de parabéns, mas os verdadeiros heróis são os pais que incentivam seus filhos e os tiram da mediocridade que, infelizmente, está tomando espaço entre os adolescentes.