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Plano de vacinação para 2022 prevê mais duas doses em idosos e custa R$ 11 bilhões

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nesta 6ª feira (8.out.2021) o plano de vacinação contra a covid-19 para o próximo ano. A campanha prevê mais duas doses a idosos e mais uma para pessoas com até 59 anos. Os imunizantes serão aplicados 6 meses depois da injeção anterior.

O Ministério da Saúde afirmou que disponibilizará 354 milhões de doses no próximo ano. Dessas, 134 milhões são doses compradas em 2021 e remanejadas para 2022.

Serão adquiridas mais 120 milhões de doses da AstraZeneca e 100 milhões da Pfizer. O custo é estimado em R$ 11 bilhões.

As doses da Covax não são consideradas no plano de 2022 do ministério. “A Covax tem tido muita dificuldade de entregar vacina“, afirmou Queiroga.

CORONAVAC DE FORA
O Ministério da Saúde confirmou nesta 6ª feira que a CoronaVac não está nos planos da pasta para 2022. Queiroga afirmou que a pasta prioriza vacinas com registro definitivo na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“Se outra vacina, como a CoronaVac, lograr o registro, pode ser incorporada“, disse o ministro.

A pasta informou na 5ª feira (7.out.2021) que não compraria a vacina desenvolvida no Brasil pelo Butantan em 2022. Afirma que o imunizante só foi autorizado para uso emergencial pela Anvisa e pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Dentre os imunizantes contra a covid-19 administrados no Brasil, CoronaVac e Janssen só tem o registro emergencial. AstraZeneca e Pfizer já conseguiram o registro definitivo. A Pfizer ainda pediu à Anvisa que inclua a necessidade de uma dose de reforço na bula do imunizante.

O ministério ainda declarou que o imunizante, desenvolvido no Brasil pelo Instituto Butantan, tem “baixa efetividade entre idosos acima de 80 anos”.

Um estudo preliminar com pessoas acima de 70 anos mostra que a CoronaVac tem efetividade média de 42% para esse grupo depois de 40 dias da 2ª dose. O valor é menor que os 51% de eficácia encontrado nos estudos clínicos realizados pelo Instituto Butantan no Brasil.

A eficácia foi ainda menor entre os que têm mais de 80 anos, 28% depois da aplicação da 2ª dose. Entre os que têm de 75 a 79 anos, ela foi de 49%. Já para o grupo de 70 a 74 anos, a eficácia foi de 62% depois da 2ª dose –índice superior ao do estudo divulgado pelo Butantan.

Na 3ª feira (5.out), Queiroga informou que o governo só vai assinar novo contrato com o Butantan para compra da CoronaVac se a vacina conseguir o registro definitivo junto à Anvisa.

“A Anvisa concedendo o registro definitivo, o Ministério da Saúde considera essa ou qualquer outra vacina para fazer parte do PNI [Programa Nacional de Imunização]”, disse ele.

Poder 360

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