Os políticos ainda estão no faz de contas que vão ficar em seus partidos. Ontem, Robinson Faria fez um enorme evento do PSD com a presença de Kassab, foi sucesso. Porém, é quase impossível Robinson continuar no PSD, não teria chance nenhuma com a nova legislação eleitoral que não permite coligações.
A mesma regra se aplica a Walter Alves, Rafael Motta, Beto Rosado, Benes e João Maia, todos solitários em seus partidos distantes do cociente eleitoral. Quem vai para o partido de quem?
Um exemplo interessante, a briga dos Alves pelo MDB presidido por Walter. Caso queira a reeleição, Walter vai ter que ir para outro partido ou atrair muita gente grande para fazer uma nominata. Se Henrique também for candidato (não acredito) seria melhor para o filho de Garibaldi, porque talvez os dois juntos, mais 7 candidatos que o partido pode ter, elegeriam 1 federal. A matemática não é fácil, mas para eleger um deputado precisa de aproximadamente 180 mil votos.
A questão é quem vai para o partido de quem. Esses candidatos precisam sentar com seus advogados para entender como o jogo vai funcionar em 2022.
No momento, só o PT e o Solidariedade parecem que entenderam o jogo. O PSDB tenta montar uma nominata interessante.