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Brasil receberá 48 voos de países que já registram variante ômicron

Há 48 voos de passageiros programados para aterrissar nos próximos meses no Brasil vindos de países que já registraram algum caso de paciente infectado com a nova variante do coronavírus, batizada ômicron.

O governo brasileiro vetou a entrada de voos de 6 países africanos (África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue). Foi na África que a cepa ômicron foi identificada 1º. Mas já há casos confirmados também na Ásia, Europa e Oceania, cujos países estão fora da lista de restrições brasileira.

Ao todo, estão programadas 123 decolagens e aterrissagens de voos de passageiros entre o Brasil e países com casos de infecção pela ômicron até outubro de 2022. O levantamento foi feito pelo Poder360 com dados da lista de registro de voos no Sistema de Registro de Operações da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Os países que já registraram a nova variante e que o Brasil tem voos de passageiros programados para os próximos 60 dias são:

Alemanha;
Itália; e
Reino Unido.
Além desses países, a nova variante também já foi encontrada em:

Botsuana;
África do Sul;
Hong Kong;
Israel;
República Tcheca;
Bélgica;
Austrália;
Dinamarca; e
Holanda.

Por enquanto, o governo proibiu apenas a entrada de viajantes vindos dos países da África. O Brasil não teve voos vindos desses países no mês de novembro.

Alguns integrantes da comunidade científica criticam a imposição de restrições a viajantes de países que tiveram casos da ômicron, alegando haver risco de discriminação. No Brasil, a medida foi definida pelo governo federal e recebeu o apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). A reação do governo ao surgimento da nova cepa foi alvo de reclamações do pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT).

A OMS defende uma reação “balanceada” à ômicron. “Precisa haver um equilíbrio na resposta”, disse a líder técnica da organização para covid-19, Maria Van Kerkhove, ao Financial Times.

Segundo ela, os países com casos de infecção pela variante não devem ser penalizados. Mas, afirmou Van Kerkhove, as nações devem aumentar a vigilância para a ômicron e outras variantes além da capacidade de testes e fazer um “sequenciamento inteligente, mais representativo geograficamente, cobrindo mais países”.

Até o momento, o que se sabe sobre a nova variante é que ela é distinta geneticamente das anteriores e que a cepa tem um grande número de mutações –mais de 30– na proteína spike, parte do vírus que é utilizada como referência pelas vacinas para estimular o sistema imunológico. Ainda não há confirmação se as vacinas disponíveis no mercado são eficazes contra a ômicron.

Poder 360

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