Sigo na luta para conseguir um lugar ao sol no Porto Brasil, nem que seja no subúrbio do condomínio, depois da Faixa de Gaza, lá no Villa Imperial.
Entrar no Porto Brasil tem todo um ritual, não é só chegar e entrar, tem que impactar.
Já estou fazendo Crossfit porque quero deixar meu corpo malhado, fiz harmonização facial para assim colocar meus óculos importado por U$ 1 mil e estou firme no Beach Tennis, vou "alugar" a quadra do paraíso para poder azarar bastante.
Sou obrigado a comprar aquele relógio da Apple, agora é proibido fazer exercícios sem ele e já é mico ir para o Villa Imperial, imagine sem relógio.
Não consigo dormir com tanta ansiedade para que chegue logo janeiro, mas tenho que tentar demonstrar normalidade. Ainda tem o stress do guarda-roupa, como vou chegar na piscina, adentrar na prainha. Só lembro do tempo que tomava banho de mar em Tibau com câmara de ar de caminhão, não vou poder levar para o Porto Brasil.
Meu sonho era poder entrar pelo portão principal do Porto Brasil, mas infelizmente não posso porque não é permitido para "nós" do Villa Imperial, absurdo, discriminação. Queria ser militante de esquerda para gritar: Isso é coisa de IMPERIALFÓBICO! Exigimos entrar pela porta principal.