O mundo da internet é cheio de fiscais, um pessoal tocado, afetado e histérico. Vamos ficar só na morte trágica de Marília Mendonça como exemplo:
Coloquei um texto falando da irresponsabilidade da Assesoria de imprensa da cantora. Caíram de pau, grande parte do público acha que acertaram na mentira para poupar a mãe dela. Mas como? Ao mentirem, a mãe saiu de um susto grande para a alegria e depois para a tragédia. Não pouparam nada, só fizeram piorar. Pelo que li dos internautas, toda assessoria de imprensa deve mentir em caso de tragédia. Nada disso, devem ter cautela, informar o que foi repassado pelas autoridades. Devem ter responsabilidade com o público e fãs.
Aí teve a cantora Graciele Lacerda que foi ao enterro, não chorou muito, não teve o comportamento padrão que o público esperava, foi trucidada. A questão do choro é pessoal, tem gente que não consegue chorar ou rir quanto está nervosa e triste. Cada pessoa tem uma reação.
Um colunista da Folha fez um texto falando do sucesso de Marília Mendonça, apesar de, segundo ele, ela não tem padrão de beleza e uma boa voz. Tenho certeza que as pessoas que criticaram não leram o texto que era totalmente positivo a cantora. Pegaram só essa parte. O mais estranho, gente de direita metendo o pau, com mimimi semelhante a esquerda.
O patrulhamento ainda criticou quem contava uma história pessoal e colocava Marília Mendonça. Tipo: Levei um chifre de fulaninha e fui a uma festa sofrer com tal música de Marília Mendonça. É super normal a gente ligar um fato a uma música, a um cheiro e querer fazer uma referência. Como a grande maioria das pessoas que gostavam dela, os fãs, não tinham proximidade, então é natural fazer essa ligação de referência.
Não éramos um povo chato. Temos que deixar de tanto mimimi, acabar o patrulhamento. É natural as pessoas terem divergências de pensamentos, não precisa de cancelamento.