O presidente Jair Bolsonaro (PL), que tentará a reeleição, chega ao PL (Partido Liberal) com uma lista de indicados para postos-chave nos governos locais e nas vagas para o Senado Federal. Resta saber se o presidente Valdemar Costa Neto acatará.
“Queremos compor”, afirmou o presidente nessa 5ª feira (25.nov.2021) durante sua filiação à legenda. Depois de 2 anos sem partido, o chefe do Executivo fechou a aliança com o 9º partido de sua carreira e fez acenos a outras siglas em seu discurso. Declarou que sua escolha pelo PL “não foi fácil”.
“Eu vim do PP, Partido Progressista, e confesso, prezado Valdemar, a decisão não foi fácil. Até mesmo o Marcos Pereira [presidente nacional do Republicanos], conversei muito com ele, como com outros parlamentares também. E uma filiação é como um casamento. Agora, não seremos marido de mulher. Seremos uma família”, disse Bolsonaro.
Em sua filiação, Bolsonaro disse que “nenhum partido será esquecido” e que tomará decisões junto a Valdemar, o cacique do partido, ouvindo aliados.
Em citações a políticos, o presidente declarou mais de uma vez querer “compor” alianças nos Estados. “Pode ter certeza que nenhum partido será esquecido por nós. Nós não temos aqui a virtude de sermos o único certo, muito pelo contrário. Queremos, sim, compor nos Estados, já que não pode haver coligação para federal e estadual. Mas, compor para senador, compor para governador”, disse.
Bolsonaristas já contam com a candidatura de Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) ao governo de São Paulo. No evento de filiação de Bolsonaro, o ministro ouviu gritos de apoio. “O Tarcísio não é meu ministro. É ministro do Brasil. E não tem quem não se orgulha do trabalho dele. Uma esperança enorme para o nosso querido estado de São Paulo”, disse o presidente em discurso.
Em sua chegada ao evento de filiação do presidente ao PL, o chefe do ministério disse que ainda não decidiu pela candidatura do governo de SP para 2022. Ele é a grande aposta de Bolsonaro. O Poder360 apurou que Tarcísio está mais propenso à ideia –se for candidato, deve ser pelo Partido Liberal.
A chegada da ministra Flávia Arruda (Secretaria de Governo) ao evento também foi comemorada. No partido, ela é uma das aliadas de 1ª hora de Bolsonaro. Ao final da cerimônia, coube ao senador Jorginho Mello (PL-SC) e a Jorge Seif, secretário da Pesca, a tarefa de falar com a imprensa.
“Todos os quadros apresentados pelo presidente Bolsonaro serão avaliados e terá o apoiamento do nosso partido. O Tarcísio é um grande ministro que o Brasil conhece e pode ser candidato e o major Vitor Hugo e tantas outras lideranças, que agora nós vamos começar a fazer a avaliação e construir um projeto nacional”, disse o senador.
O ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, e o senador Flávio Bolsonaro (RJ), filho do presidente, também se filiaram na 3ª feira. Marinho é um dos nomes cotados para concorrer ao governo do Rio Grande do Norte.
“Temos aqui o Rogério Marinho, que com toda a certeza vai chegar a bons termos sobre o Rio Grande do Norte com Fábio Faria [ministro das Comunicações]. Não vamos ter problema […] Não podemos ter 2 Romários no Rio Grande do Norte. Só 1 estava resolvido, 2 fica difícil”, disse Bolsonaro. Outro possível postulante citado por ele no discurso foi o deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), ex-líder do Governo na Câmara.
“Temos o Vitor Hugo, uma nova esperança que aparece também em Goiás. O [ministro da Cidadania] João Roma, na Bahia. Velhos colegas como Ricardo Barros [líder do Governo na Câmara] no Paraná. Eduardo Gomes [líder do Governo no Congresso] aqui de Tocantins. [O senador Márcio] Bittar no Acre. Todos são importantes para nós, todos sem exceção”, declarou Bolsonaro.
Auxiliares e aliados do presidente também sonham debutar na disputa eleitoral pela Câmara dos Deputados. É o caso de 3 assessores especiais da Presidência que acompanham Bolsonaro de perto em compromissos e viagens.
Poder 360