O policial penal José Valmir Gadelha de França, que atirou duas vezes em um bar no bairro de Ponta Negra, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. O caso relembrou outro ocorrido também em Ponta Negra há algumas semanas, quando um agente da segurança pública, Ivenio Hermes, coordenador da Secretaria Estadual de Segurança, atirou 10 vezes contra uma criança e o pai dela.
A diferença nos casos é que, enquanto o policial penal foi enquadrado por tentativa de homicídio (com dois tiros), Ivênio (com 10) foi solto pouco depois de pagar fiança, visto que havia cometido apenas o crime de "disparo de arma de fogo" e ameaça.
No caso do policial penal, que, assim como Ivenio, não merecia estar solto, a Justiça foi firme. "Em relação ao periculum libertatis também está presente e se pauta na garantia da ordem pública e da instrução processual. O crime foi de intensa gravidade, com a demonstração de perigo a sociedade. Por outro lado, necessário garantir a instrução processual, eis que houve vítimas de tentativa de homicídio", apontou o texto da decisão judicial da prisão preventiva.
O caso, até o momento, repercutiu menos que o de Ivenio, mas a "garantia da ordem pública" foi o argumento utilizado para ressaltar a prisão preventiva. O coordenador, inclusive, já foi até chamado para evento de Direitos Humanos. Nada surpreende num Estado que puniu um PM que prendeu um ladrão de fios.
Que vergonha!