O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta 3ª feia (7.dez.2021) que o chamado “passaporte da vacina” é uma “coleira” a ser imposta para a população. O chefe do Executivo é contrário a exigência de comprovar a vacinação contra a covid-19. Também repetiu que “o Brasil não aguenta mais lockdown” ao criticar fechamentos feito no passado para frear a disseminação do novo coronavírus
“A gente pergunta: por que o passaporte vacinal? Essa coleira que querem botar no povo brasileiro. Cadê nossa liberdade? Prefiro morrer do que perder minha liberdade”, disse em evento no Palácio do Planalto.
O presidente afirmou que há uma “briga enorme” sobre a exigência do comprovante de vacina. “Nós vemos uma briga enorme aqui agora sobre passaporte vacinal. Quem é favorável não se esqueça: amanhã alguém pode impor algo que você não seja favorável”, declarou.
Bolsonaro também voltou a dizer que a vacina não impede a contaminação e transmissão do vírus, apesar dos imunizantes terem a função de fortalecer as defesas do organismo para evitar o agravamento da doença.
“A gente pergunta: quem toma vacina pode contrair o vírus? Pode e contrai. Pode transmitir? Sim, transmite. Pode morrer? Sim, pode, como tem morrido muita gente infelizmente”, disse.
O presidente defendeu o respeito à liberdade individual e reafirmou que é não é contra as vacinas. Se contradizendo, o presidente disse ainda que pessoas vacinas não precisam se preocupar com quem não se vacinou, pois não serão contaminadas.
“Quem tomou vacina não precisa se preocupar com quem não tomou porque não vai ser contaminado. A liberdade acima de tudo”, afirmou.
Mais cedo nesta 3ª feira, Bolsonaro reclamou de recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre adotar o chamado passaporte de vacina nas fronteiras do país. “Estamos trabalhando agora com a Anvisa, que quer fechar o espaço aéreo. De novo, porra? De novo vai começar esse negócio? Ah, a ômicron. Vai ter um montão de vírus pela frente, de variantes talvez”, disse.
O chefe do Executivo participou nesta tarde de evento para a assinatura dos contratos com as empresas vencedoras do leilão do 5G. Foram assinados os termos de autorização que permitem a exploração do serviço de internet nas frequências de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz.
As faixas foram ofertadas no leilão do 5G em novembro. O leilão resultou, no total, em R$ 46,8 bilhões em arrecadação. O valor se refere à soma dos R$ 7,4 bilhões das outorgas (montantes que as vencedoras pagarão ao governo federal) e de R$ 39,4 bilhões em investimentos obrigatórios em infraestrutura, a partir dos compromissos assumidos pelas empresas.
Poder 360