O ex-deputado federal Henrique Alves conheceu o inferno nos últimos 7 anos. De poderoso presidente da câmara em 2014, ele engoliu corda e foi ser candidato ao governo do RN, perdeu. Sem mandato, foi ministro do turismo sem prestígio nos governos Dilma e Temer, caiu por gravíssimas denúncias de corrupção.
Sem mandato, sem poder, com a Lava Jato no auge, do dia 6 de junho de 2017, foi preso com 2 mandados de prisão (um de Natal e outro de Brasília). Passou 11 meses trancafiado na Escola de Polícia.
Saiu, começou a enfrentar problemas com o sócio da InterTV Cabugi. Durante as campanha de 2018 e 2020 ficou nos bastidores, ninguém queria chegar perto. Foi condenado pela justiça federal do DF a 8 anos e 8 meses de prisão.
Começou a ensaiar retorno a política, chegou a figurar em primeiro lugar em uma pesquisa para deputado federal.
Passou a ser desprezado pelos primos Garibaldi Filho e Walter Alves. Perdeu completamente o poder dentro do MDB.
Há 12 dias, Henrique levou uma "facada", teve sua prisão civil decretada por falta de pagamento de pensão alimentícia ao seu filho caçula.
Hoje, a condenação caiu, a sentença foi anulada. Vai para a justiça eleitoral, são quase nulas as chances de alguma condenação.
Caiu no colo de Henrique o discurso de vítima da Lava Jato. Tem até o exemplo do ex-presidente Lula que é líder em todas as pesquisas para presidente.
Henrique hoje era para sair comemorando, mas não pode deixar sua residência porque pode ser preso. Porém, isso não é uma questão penal.
Se existe algo que Henrique é inocente é na questão de manter bem sua família. Chega a ser contraditório, naquilo que não tem culpa tem uma pena (que não é pena, mas tem um mandado em aberto), naquilo que participou, é completamente inocente.
No geral, Henrique tem que comemorar, escapou!