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CEO do Instagram sugere criação de órgão de fiscalização das redes sociais

O diretor do Instagram, Adam Mosseri, testemunhou nesta 4ª feira (8.dez.2021) perante o Senado dos EUA para responder acusações de prejuízo à saúde mental de jovens usuários. Entre medidas para atenuar os impactos do aplicativo, sugeriu a criação de um órgão de fiscalização do governo responsável por gerir mecanismos de controle parental, verificação de idade e personalização de conteúdos por faixa etária. As informações são do NY Times.

Na 3ª (7.dez.2021), o Instagram publicou um comunicado com novas funcionalidades para usuários menores de idade em 2022. Envolvem restrições de permissões entre usuários que não se seguem mutuamente, notificação de responsáveis e o recurso “take a break” que notifica o usuário a dar uma pausa no uso do aplicativo após certo tempo, já presente na plataforma do TikTok.

Durante o depoimento, a senadora republicana pelo Tennessee, Marsha Blackburn, apontou falhas nas normas de privacidade da empresa.

Blackburn criou uma conta fictícia de uma jovem de 15 anos, exposta publicamente pelos algoritmos da rede, contrariando a política do Instagram de manter em caráter privado contas de usuários menores de idade.

Mosseri afirmou que a empresa já havia identificado falhas nesse mecanismo de privacidade em perfis criados a partir de computadores e prometeu corrigir o defeito.

Já Mike Lee, senador republicano pelo Utah, afirmou ter testado a promoção de conteúdos para uma conta que simulava uma garota de 13 anos. Segundo o senador, o algoritmo passou da recomendação inicial de conteúdos sobre moda e cabelo para posts relacionados à perda de peso e cirurgias plásticas.

“Eu reconheço que muitos nesta sala têm profundas ressalvas com a nossa empresa, mas quero reafirmar que nós temos o mesmo objetivo. Todos queremos nossos jovens seguros online”, declarou o CEO.

A sessão é um novo capítulo no endurecimento do legislativo norte-americano contra as big techs, que conta com apoio bipartidário nas duas Casas.

Em outubro, o Comitê Judiciário da Câmara divulgou um relatório de 450 páginas recomendando reformas nas leis antitruste e a reestruturação da Amazon, Apple, Facebook e Google.

No mesmo mês, executivos do TikTok, Snapchat e YouTube também foram convocados para prestar esclarecimentos acerca dos efeitos das plataformas na proteção de crianças on-line.

O Instagram, parte do conglomerado da Meta Inc. (antigo Facebook), lida com uma crise de confiança desde que a ex-funcionaria Frances Haugen vazou documentos internos que revelam que a empresa sabia sobre os efeitos nocivos à saúde mental, imagem corporal e segurança de usuários menores de idade.

Poder 360

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