Deputados e senadores se reúnem hoje (1º) para eleger seus novos presidentes da Câmara e do Senado, que terão mandato de dois anos a contar do momento em que a votação terminar.
Tanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quanto a oposição acompanham de perto as articulações, de olho nos poderes de quem assumir o posto. Os presidentes da Câmara e do Senado possuem um grande poder de decidir o que entra na pauta de votação, sendo decisivos para o futuro de projetos de interesses diversos, de reformas econômicas etc.
Câmara
São nove os candidatos a presidente da Câmara, sendo que dois reúnem blocos de apoio mais consolidados -- e, portanto, são vistos com os principais concorrentes. São eles Arthur Lira (PP-AL), apoiado por Bolsonaro; e Baleia Rossi (MDB-SP), o candidato de Rodrigo Maia.
Também estão inscritos: Alexandre Frota (PSDB-SP), André Janones (Avante-MG), Capitão Augusto (PL-SP), Fábio Ramalho (MDB-MG), General Peternelli (PSL-SP), Luiza Erundina (PSOL-SP) e Marcel Van Hattem (Novo-RS).
O bloco de apoio de Lira, já registrado, inclui PP, Avante, PSD, PL, Republicanos, Patriota, Pros, PSC, PTB, Podemos e PSL. Baleia ainda não registrou o bloco, mas contabiliza DEM, MDB, PSDB, Cidadania, PV, PT, PSB, PDT, Rede, PCdoB e Solidariedade.
Apesar das conformações partidárias, vale lembrar que o voto é individual e secreto. Desta forma, os deputados poderão optar conforme seus próprios interesses políticos. Como diz a frase clássica de Ulysses Guimarães, "o voto secreto dá uma vontade danada de trair". Mesmo assim, as fichas estão apostadas em Arthur Lira que deve ser o próximo presidente da Câmara.
Senado
Dos 81 senadores, quatro pretendem presidir a Casa nos próximos dois anos. Apenas um destes conseguiu articular um bloco partidário em seu favor: Rodrigo Pacheco (DEM-MG), candidato que reúne em sua fileira os apoios de Alcolumbre, do presidente Jair Bolsonaro e até da oposição, como PT e PDT.
Caso se confirme, o bloco de Pacheco teria DEM, PSD, PT, Pros, Republicanos, PSC, PL, PP, PDT e Rede. Com a adesão dos parlamentares dessas legendas, o senador contaria 43 votos, mais do que o suficiente para ser eleito presidente.
A principal desafiante de Pacheco é a senadora Simone Tebet (MDB-MS). Parlamentar de projeção, atual presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Tebet agrega parlamentares de diversas legendas, mas enfrenta o desafio de concorrer sem a chancela do próprio partido, o MDB.
Completam a lista de candidatos a presidente do Senado: Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Major Olímpio (PSL-SP).
Com algumas informações da CNN Br.