Em menos de 4 horas, em duas ocasiões completamente diferentes, o desembargador Dilermando Mota e o jornalista Ênio Sinedino mostraram a Fátima Bezerra e ao elegante e risonho Antenor Roberto que eles podem até mandar no RN, mas não são os donos.
Dilermando enquadrou Fátima: "se Vossa Excelência não arreda o pé e não tem proposta, a gente prossegue para outro ítem". Foi constrangedor, a governadora não sabia se comportar, não entendia o rito da reunião e, principalmente, encontrou alguém, que pela primeira vez, colocou ordem no comportamento dissimulado da chefe do executivo.
A noite, serelepe, Antenor depois de dizer que o governo estadual não cometeu nenhum erro na pandemia, que fechar o Hospital Ruy Pereira foi um presente e não saber responder cadê os R$ 5 milhões desviados na compra dos respiradores, o vice sem votos resolveu lacrar, pediu minha cabeça ao vivo e criticou a 96 FM por me deixar nos quadros da empresa.
Antenor bateu em uma parede de aço e foi atropelado por uma jamanta. Levou um cacete antologico de Ênio Sinedino, uma aula de ética e compustura para um burguêsinho comunista (pena que o RN não escutou o que Ênio falou quando esmurrava a mesa no intervalo com o dedo estirado para o focinho de Antenor).
Dilermando e Ênio mostraram ao povo do RN que tudo tem limites. O desembargador deu exemplo como às instituições não são puxadinhos do executivo, o jornalista ensinou que existem limites entre o público e o privado, nem tudo está dominado.
Não pensem que Fátima e Antenor estão abalados, não estão nem aí, acham que deram show, eles são acostumados com a claque que aplaudem o tempo todo. Resta ao povo potiguar acordar a partir dos exemplos de Dilermando e Ênio.