A história da criminalidade, as vezes, se cruza igual a enredo de série que passa na TV. Nesta sexta-feira (12), em um hotel na Orla de Atalaia, em Aracaju (SE), foi preso um "casal" bem conhecido das páginas policiais do Nordeste. O homem, já noticiado aqui no Blog, é Ranielly Brito de Azevedo, 38 anos, apontado como um dos maiores assaltantes de banco do Brasil. A mulher, Fernanda Belarmino da Silva, 30, é considerada a chefe do tráfico de drogas no Rio Grande do Norte.
E, detalhe: ela é (ou era) esposa de Nem da Abolição, um traficante internacional que já se encontrava preso desde fevereiro de 2020.
Ranielly Brito estava foragido desde julho de 2020, quando fugiu da penitenciária Dr. Enio Pessoa Guerra, em Limoeiro, Pernambuco. A fuga foi cinematográfica, com direito ao grupo liderado por ele explodindo o muro da unidade prisional para resgatar o chefe detido.
O caso de Fernanda Belarmino também merece destaque nessa "série policial". A mossoroense era procurada desde 2018, tendo intervalos entre prisões policiais e liberações da Justiça. Ela havia sido presa em 1º de fevereiro de 2020, no estacionamento de um supermercado em Parnamirim, em operação da Divisão de Combate ao Crime Organizado (Deicor).
Alguns dias depois, na condição de bandido mais procurado do Estado, o então marido dela, Nem da Abolição, foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em um Gol, tentando deixar o Estado.
Meses depois, Fernanda Belarmino já era apontada por investigações da Polícia Civil como a chefe do tráfico de drogas no RN.
A prisão
Presos no hotel em Aracaju, o que foi considerado pela polícia de Sergipe como o casal Fernanda Belarmino e Ranielly Brito foram presos e encaminhados a uma unidade policial, onde foram adotados os procedimentos cabíveis à comunicação da detenção aos respectivos estados de onde estavam foragidos – Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Eles foram recambiados para os estados de origem por meio de escolta aérea feita pela aeronave do Grupamento Tático Aéreo (GTA) da Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), e já encontram-se nos estados de onde estavam foragidos.