Na Vaza-Jato do Poder Judiciário do RN, o juiz Marcus Vinícius Pereira Júnior empurrou a culpa pelo vazamento de sentença não publicada para o juiz Bruno Montenegro Ribeiro Dantas, quando, ao prestar informações na exceção de suspeição protocolada pelo advogado na 9ª Vara Criminal TJ-RN, disse que ". a única pessoa que enviei a sentença foi para o Coordenador do Grupo de Metas do CNJ, Dr. Bruno Montenegro Ribeiro Dantas, com o fim de possibilitar que a própria secretaria incluísse a sentença no sistema SAJ"
Por sua vez, o juiz Bruno Montenegro tentou se explicar sobre o ocorrido: "Recebo com tranquilidade a representação apresentada, seja porque certo de que nenhuma infração cometi no exercício de minhas funções, seja ainda por se tratar de notória irresignação de réu com decisão contra si proferida, o qual, ao invés de valer-se dos recursos processuais disponíveis para combatê-la, procura, por vias transversas, desqualificar a magistratura e o poder judiciário"
Diante do vazamento, fica a seguinte pergunta: como o advogado poderia se valer “dos recursos processuais disponíveis” se a decisão foi enviada com frequência nos grupos de WhatsApp, antes mesmo de qualquer registo ou movimentação oficial no processo?
A espetacularização das sentenças tem sido uma praxe no Poder Judiciário, com reflexos aqui no RN.