Esse é um relato pessoal de três passagens que tive ontem pelo COVID-19.
01- Minha secretária está com COVID-19, foi em São Gonçalo (mora lá) e pediram uns exames, não tinham como fazer. Mandei ele vir para Natal, como a oxigenação baixou para 89 disse que ela fosse para uma UPA, foi luta para entrar porque era de outra cidade (o governo do estado não faz a parte dele, acaba nas costas da prefeitura de Natal). Quando melhorou foi fazer exame de sangue (agradecer ao DNA Center, vocês são fantásticos) e depois bater uma tomografia (agradecer a Clínica Sim). Já no final do dia, ela em casa (São Gonçalo), recebi os exames, os pulmões 🫁 com mais de 50% de comprometimento, no laudo tinha "grave". Ela foi internada às pressas lá em São Gonçalo, entrou no oxigênio, deve ser transferida hoje para Natal pela regulação.
2- Um amigo me ligou, disse que estava no 5° dia de COVID-19 e perguntou se deveria entrar no corticóide. Eu disse que não fazia ideia, ele deveria procurar um médico. Porém, ele não tem plano de saúde e não queria ir para uma UPA. Me pediu o link de uma entrevista que fiz com uma médica, ia escutar o que ela falava e ia decidir se comprava ou não o corticóide, estava com falta de ar. Mandei ele procurar um médico.
3- Uma amiga me disse que o pai estava mal em um hospital público de Natal, precisava de uma ambulância UTI para fazer um exame em outro hospital. Isso durou o dia todo. Hoje, ele será transferido para um terceiro hospital que tem UTI.
Três exemplos de dramas do cotidiano que muita gente vive. Lamentável.