A defesa do ex-senador Clésio Andrade informou que o político relatou à Polícia Federal que a esposa dele, Gisa Andrade, recebeu a suposta vacina contra a covid-19 aplicada por uma falsa enfermeira, em uma garagem de ônibus de Belo Horizonte, no último mês de março.
Segundo Andrade, a companheira pagou R$ 3.600 para que ela e os irmãos dele pudessem ser vacinados. Ele afirmou, no entanto, não encontrou com os parentes na garagem de ônibus e não sabe se eles tomaram a injeção. O depósito teria sido feito na conta de Igor Torres, filha da falsa enfermeira Mônica Pinheiro Torres de Freitas.
Segundo a equipe do político, ele afirmou em depoimento que não recebeu o medicamento, mas confirmou levou Gisa à garagem da empresa Coordenadas, ligada ao Grupo Saritur.
O também ex-vice governador de Minas Gerais disse que soube da aplicação das doses "durante conversa telefônica com um amigo, sobre temas do transporte", mas não teria se interessado. "Gisa Andrade, se interessou pela oferta por ser portadora de doença crônica e tomou a frente para se vacinar", relatou a defesa de político.
R7