Além de usar a desculpa do Comitê Científico para não retomar as aulas presenciais no Rio Grande do Norte, o Governo Fátima também não está sendo transparente na divulgação de medidas que está cumprindo para garantir que os alunos da rede pública estadual tenham condições de assistir as aulas retomas em casa. Por isso, hoje (15), o Ministério Público do RN divulgou uma recomendação conjunta para que o Estado custeie e disponibilize ferramentas e recursos tecnologicos para viabilizarem o acesso as aulas remotas.
O prazo dado pelo MP é de 45 dias. Além de ferramentas, tem que ser disponibilizado, também, a conexão à internet para os alunos da rede estadual de ensino que se encontrem em situação de vulnerabilidade socioeconômica e sem acesso, ou com acesso limitado, aos ambientes virtuais que as escolas estão utilizando para a oferta de atividades escolares remotas. Em 20 dias, tem que ser apresentado o plano de inclusão digital para rede de ensino do Estado do Rio Grande do Norte, com especificação das ações a serem implementadas, prazos e investimentos previstos para a respectiva execução.
A recomendação se baseia no fato de que o RN não respondeu ao questionamento do Ministério da Educação sobre o que está sendo feito para garantir o acesso dos alunos as aulas virtuais, visto que há uma recusa em retomar as aulas presenciais. Além disso, o MP ressalta também que estados vizinhos, como o Ceará, disponibilizou 350 chips de dados de internet e pacotes de 20 gigas mensais para garantir esse acesso, além de tablets.
E o próprio RN também fez algo semelhante, mas para alunos da UERN, comprando tablets e garantindo internet para eles, por meio de auxílio inclusão digital. Contudo, não há informações sobre o que foi feito para alunos do ensino médio.
É bom ver o MP, finalmente, tomando atitudes com relação a educação potiguar, após um ano de pandemia. Semana passada foi a ação para obrigar o retorno as aulas. Agora, medidas para que o Governo, pelo menos, disponibilize o acesso dos alunos as aulas virtuais.