Hábil com as palavras, sedutora e extremamente meticulosa, uma organização criminosa que atua em várias cidades brasileiras, formada por nigerianos situados em países africanos, tornou-se alvo de investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Os golpistas agem como “Don Juans” virtuais, flertando com mulheres financeiramente estáveis que buscam relacionamentos nas redes sociais.
Conduzida pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), a apuração mapeou que, nos últimos dois anos, pelo menos 20 mulheres foram enganadas pelo bando e registraram ocorrência na especializada. Uma delas amargou prejuízo de R$ 100 mil, ao enviar remessas de dinheiro para fora do país, acreditando estar ajudando o “novo amor”.
O padrão é quase sempre o mesmo: os nigerianos criam perfis falsos em sites de relacionamento e, em praticamente 100% dos casos, usam fotos e vídeos de homens altos, loiros, de olhos azuis e que, supostamente, trabalham em ramos como aviação civil, engenharia, medicina, ou são militares americanos. Há, ainda, estelionatários que se passam por empresários de multinacionais.
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