A política dos políticos é uma arte. Não é a ciência política dos sociólogos ou o conjunto de técnicas de marketing dos deuses da ilusão. É pura arte.
O tempo na política é diferente da corrida cronológica do cotidiano. Os políticos são mestres do tempo e senhores das oportunidades. Todos os riscos são calculados de forma a não se perder qualquer brecha no tempo certo das coisas.
Além da maestria do tempo e do senhorio das oportunidades, os bons políticos também são especialistas na leitura dos eventos. Aqui reside a fina arte de fazer política.
No Brasil recente, tivemos mestres da arte política como Getúlio Vargas, JK, Tancredo Neves, ACM, Lula.
No combalido RN, tivemos outrora Juvenal Lamartine, Dinarte Mariz, Aluízio Alves.
Os demais políticos, detentores ou não de mandatos eletivos da atualidade, no Brasil e no RN, são mestres menores na arte de fazer política. São circunstantes eventuais na divisão das quotas partidárias e dos mercados de votos.
Não existem mais as velhas escolas políticas formando os mestres do amanhã.
Na arte de fazer política, a empatia pessoal, a liderança espontânea, a coragem da irresignação, são os sustentáculos do bom artista.
Faltam-nos grandes líderes porque faltam, na vida nacional e local, os artistas da arte da boa política.