Da série "Poder Público tem que voltar a fornecer água em 24 horas" ou "normalizar o fornecimento de energia no Amapá", o Ministério Público Federal decidiu acionar União, Governo do RN e Prefeitura de Natal para garantir que esses três garantam a segunda dose da coronavac. Como se os três estivessem fazendo isso porque querem e não porque, realmente, não se tem vacina disponível.
De acordo com a ação, o MPF quer a adoção de "medidas urgentes para evitar que a ausência da D2 provoque atraso ainda maior na quebra do esquema vacinal e perda da eficácia da imunização em pessoas dos grupos prioritários".
Os procuradores, promotores e defensora enfatizam que a situação tem gerado “um ambiente de insegurança e até de desespero na população que ainda não completou o seu calendário vacinal” e apontam “a possibilidade do surgimento de mutações virais com cepas mais resistentes do novo coronavírus quando não se perfectibiliza o ciclo vacinal”.
Ninguém é contra a aplicação da segunda dose e acionar quem está se desgastando politicamente com a ausência, não resolve. Deveria ir atrás do Butantan, saber o que houve para não terem entregues as doses que prometeram ou porque enviaram lotes com um número menor.