Por Tatiana Mendes Cunha
O que torna uma vida mais importante do que outra? Ou qual justificativa para o Governo do Estado querer vacinar contra Covid-19 professores da rede pública em fase prioritária em relação aos profissionais de educação da rede particular?
Ambos, professores de escolas públicas ou particulares,
têm o Coronavírus transmitido seguindo o mesmo íter, seja dentro da sala de aula ou no ônibus indo para o trabalho.
A segregação entre setor privado e público não faz o menor sentido. Quando houve vacinação dos profissionais da saúde, por exemplo, a categoria não foi dividida entre rede pública e particular.
E por que não? Porque, no duro, a oferta de ensino é uma atribuição pública, ofertada em regime de concessão à iniciativa privada.
Por que os profissionais das escolas privadas, que tanto investiram para continuar abertas, mesmo diante da crise econômica e da inadimplência, devem ser penalizados?
Inclusive, até aqui, somente as escolas privadas retomaram as aulas presenciais. Ou seja, nesse momento, os profissionais da rede particular estão muito mais expostos que professores da rede pública, o que os tornam mais suscetíveis a contrair a Covid-19, o que reforça a importância de também priorizarmos esses profissionais.
E, segundo a diretriz do Plano Nacional de Imunização (PNI) do Governo Federal TODOS os profissionais de educação estão no grupo prioritário, sem essa discriminação. A única ressalva no documento, diz respeito a faixa etária. Quando não houver vacina para todos, deve se priorizar os mais velhos, por faixas etárias especificadas no PNI.
VACINA JÁ PARA TODOS OS PROFESSORES!