Não é blasfêmia ou muito menos crítica a quem vai distribuir sopa, cuscuz ou sanduíches. Simplesmente a esmola eterniza a miséria e cria ciclos viciosos.
Sei que a turma da sopa, das igrejas que fazem esse esforço (reconheço a boa intenção - inclusive o inferno está cheio de bem intencionados), vão ficar chateados. Mas a caridade deve ser algo transformador. O que a sopa muda é apenas a quantidade de gente, só aumentando.
Esse pessoal de rua e viciados precisam de mudanças. Antes que me perguntem o que eu faço de caridade, já respondo, nada. Meu papel é levantar o debate.
Não estou colando culpa em ninguém, muito menos nos sopeiros. A culpa é da conjuntura social. Porém, quem se propõe a ajudar, deve pensar em algo mais inteligente e útil, uma porta de saída.