A Fundação Padre Anchieta, responsável pela TV Cultura, foi obrigada a divulgar os salários de todos os apresentadores do programa Roda Viva nos últimos dez anos.
A determinação partiu da Comissão Estadual de Acesso à Informação após pedido feito em março de 2020 pelo jornalista Luiz Fernando Toledo via Lei do Acesso à Informação (LAI) e recusado em duas instâncias sob a alegação de sigilo contratual. A solicitação foi aceita ao chegar na terceira instância.
Ele argumentou que a própria TV Cultura havia divulgado parte dos dados, no caso o salário da jornalista Vera Magalhães, atendendo a um pedido de dois deputados estaduais.
Um deles é o deputado Gil Diniz (PSL), que fez um pronunciamento na Assembleia Legislativa no ano passado, dando a entender que Vera recebia R$ 500 mil mensais, valor que representa, na realidade, dois anos de trabalho dela. Essa distorção levou a TV Cultura e a própria jornalista a divulgarem o valor correto, R$ 22 mil mensais.
Segundo o profissional, sua intenção era justamente esclarecer a “fake news“. Especializado em transparência da informação, ele estuda, no momento, na Universidade de Oxford, na Inglaterra, e atua como editor de um consórcio internacional de jornalistas, o OCCRP (Organized Crime and Corruption Reporting Project), dedicado a investigação de crimes e corrupção.
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