Se engana quem pensa que a CPI da Covid vai mirar, principalmente, na governadora Fátima Bezerra. Apesar dela ter sido montada diante dos vários casos suspeitos de gastos do Governo da petista, a Comissão deverá focar nas ações do secretário estadual de Saúde, Cipriano Maia. Basicamente, são deles todos os atos e assinaturas suspeitos praticados em contratos que causaram ou que poderiam ter causado prejuízo aos cofres públicos do RN.
Cipriano Maia, de acordo com os elementos que reforçaram a construção da CPI, não só passou por cima de recomendações, sugestões e, até, análises feitas pelo corpo técnico do Governo e por órgãos de controle, como ainda defendeu empresários que haviam faltado com os compromissos assumidos com o Governo.
Foi do secretário, também, a defesa enfática do Consórsio Nordeste após o prejuízo de R$ 5 milhões aos cofres públicos do RN por respiradores comprados e que jamais foram entregues.
"A gestão financeira da Saúde Estadual, parece um labirinto desorganizado que não conseguimos entender, não se sabe, por maldade ou para tornar mais dificil a percepção dos supostos desvios na aréa, isso tudo sobre os alpendres silentes, tanto da atual Governadora Fátima Bezerra, que jamais tomou qualquer medida que pudesse sustar esses desmandos, preferiu simplesmente nada fazes e nada se opor, unidos na alegria e na tristeza", apontam as análises iniciais que deram origem a CPI.