Na política e no poder o jogo é pesado, não tem espaços para amadores. A advogada Monalisa Dantas assumiu a presidência da CAARN, na sua gestão fazia questão de aparecer muito e começou a sonhar em ser presidente da OAB/RN.
A CAARN é um cargo estratégico, tem orçamento e é assistencialista na essência, por isso é uma vitrine e Monalisa quis aproveitar a oportunidade.
Monalisa era candidata dela mesmo, isso já é um grave problema, foi contra o sistema.
Aí um belo dia a CAARN virou posto de vacinação COVID-19, no final do expediente sobraram duas doses de vacina, que devem ser aplicadas em 6 horas ou vão para o lixo. Esperta, Monalisa foi vacinada.
A história “vazou” e Monalisa foi afastada da presidência da CAARN e teve seu sonho político na OAB/RN defenestrado, pelo menos a curto prazo.
Meu texto é reflexivo, longe de defender Monalisa, mas também não vou cravar a faca. O jogo é pesado, foi defenestrada porque estava sonhando alto, porém a atitude de tirar ela do cargo não foi errada.
As vacinas iriam para o lixo, porém a pessoa “escolhida” não deveria ter sido ela. Não sou simpático a forma de Monalisa fazer política na OAB, chamei ela na semana passada rainha dos releases inúteis, mas não vejo ela como a pior pessoa do mundo ou deva ser destruída.
No sonho de poder, Monalisa esqueceu que não podia deixar flancos, errou e dançou. Mesmo assim, acho que ela merece outras chances, talvez não em um cargo tão alto na estrutura da Ordem, mas recomeçar até para aprender.