Quando falamos que a violência tem avançado no Rio Grande do Norte não é brincadeira. Macaíba, cidade que fica na região Metropolitana de Natal, teve 42 pessoas mortas de maneira violenta entre janeiro e o começo deste mês.
Os dados são da Coordenadoria de Informação Estatística e Análise Criminal da Secretaria estadual de Segurança Pública e foram revelados em matéria do Portal BO.
Isso representa um acréscimo de 42,9% em comparação ao mesmo período do ano de 2020.
De acordo com o que foi apurado pela Coordenadoria os homicídios dolosos, aqueles os autores tiveram intenção de cometê-los, cresceram em 50,0%, isso porque em 2020 foram registrados 22 casos e até agora já somam 33.
Nos primeiros cinco meses do ano passado quatro pessoas foram vítimas de latrocínio, roubo seguido de morte e já este ano, até o dia seis de maio, cinco indivíduos foram vítimas do mesmo crime. Em relação as intervenções policiais, dois casos foram notificados este ano, diferente do ano de 2020 que não houve registro.
O PortalBO conversou com o secretário de Segurança pública do Estado sobre o assunto, o Coronel Araújo Silva afirmou que a atuação das facções criminosas provoca esse efeito nos números de assassinatos na cidade de Macaíba. “Todo o trabalho possível das forças de segurança para combater a onda de violência em Macaíba e em outras regiões do Estado está sendo feito. No que diz respeito a cidade de Macaíba sabemos que a guerra entre facções promove esses conflitos”, explicou.
O delegado da cidade, Cidorgeton Pinheiro aponta também a interiorização do crime e o comportamento violento das facções como fatores preponderantes que geram esse cenário preocupante, porém combatível. É bem verdade que esses grupos promovem o que estamos testemunhando, mas estamos encarando de frente toda essa realidade, concluímos inclusive a 17ª fase da operação Parabellum que visa frear justamente as ações das facções criminosas que insistem em violar a lei e a ordem”, disse.
No ano de 2013 outra onda de violência assombrou o município de Macaíba, naquela ocasião mais de 100 pessoas foram assassinadas em 12 meses entre elas uma criança de 10 anos, Clayton Osório dos Santos foi usado como escudo durante uma troca de tiros entre criminosos. Durante oito anos a cidade estava viveu dias de uma guerra silenciosa, mas que agora ressurge gritante e com índices sangrentos que podem superar o passado.