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Ministro da Saúde diz que Brasil não precisa da Covaxin e Sputnik V para 2021

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, declarou nesta quarta-feira (14) que o Brasil não precisa das doses da Covaxin e Sputnik V para vacinar todos os maiores de idade até o final de 2021. Ele também estima que 50% das pessoas com 18 anos ou mais tenham recebido a 2ª dose até o final de setembro.

Queiroga disse aos deputados da Comissão de Seguridade Social que os 2 imunizantes não obtiveram aprovação emergencial da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), apenas autorização para importação excepcional. Ele afirmou que a pasta “não conta” com vacinas nesse status:

“O Ministério da Saúde não conta, dentro do Programa Nacional de Imunização, com imunizantes que não tenham obtido o aval da Anvisa de maneira definitiva ou de maneira de emergencial, porque entendemos que o número de doses já é o suficiente para imunizar a população brasileira até o final do ano”, afirmou o ministro. “O que o Ministério da Saúde tem feito é buscar a antecipação de doses”, acrescentou. 

O Brasil fechou contrato para adquirir 20 milhões de doses da Covaxin e 10 milhões da Sputinik V. Ambas as vacinas encontram resistência junto à Anvisa, que alega falta de documentos ou, no caso da vacina russa, dados inconclusivos sobre eficácia e segurança.

Queiroga citou a suspensão do contrato da Covaxin. Também comentou as acusações de que um ex-diretor da pasta, Roberto Dias, teria cobrado propina ao negociar doces da vacina da AstraZeneca/Oxford:

“Quando surgiram esses assuntos eu tomei a decisão de destituir o diretor do departamento de logística. Todos que tenham seu nome envolvido em situações que não fiquem claras serão afastados”, afirmou o ministro.

Quiroga também disse que anunciará em breve quem irá assumir o lugar de Francieli Fantinato, a frente do PNI (Programa Nacional de Imunização). Ela deixou a coordenação do programa em 30 de junho. Sua demissão só foi publicada no Diário Oficial da União em 7 de julho, véspera do seu depoimento à CPI (comissão parlamentar de inquérito) da Covid.

O ministro voltou a defender que ainda não há evidências científicas para reduzir o intervalo entre aplicações de doses. Ele também disse que a câmara técnica da pasta ainda discute a inclusão de pessoas com menos de 18 anos no programa de vacinação contra a covid-19.

No Brasil, apenas a Pfizer tem permissão para ser aplicada em pessoas de 12 a 18 anos.

Poder 360

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