Ser pobre parece ser mais alegre, a gente tem o frio na barriga para conseguir pagar a conta de energia no final do mês, manter o plano de saúde é um sufoco, economiza a semana toda para sair no sábado, toma gin tanqueray achando que tá abafando e agora somos obrigados a valorizar o vinho nacional (o dólar alto fez a gente não gostar de vinho importado).
Ser rico é muito chato pelo que vejo. O povo não sabe mais o que fazer para encontrar essa tal felicidade que o dinheiro não compra. São muitas demandas, tem que entrar na meditação, gostar de artes, ir para museus, namorar gente de todos os sexos, fazer roteiro na África, ter sensibilidade social, comer pequenas porções e usar roupas apertadas e rasgadas. Proibir os filhos de usar rede social.
O ideal é ser o emergente, ter um apartamento financiado em 100 meses no Porto Brasil, pagar uma prestação de um terreno na Lagoa do Bonfim, fazer o esforço do mundo todo para comprar um Compass e postar muitas fotos quando voltar a viajar para Miami. Fazer dancinha no TikToc e aparecer muito nas redes sociais.