O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (27) que “está bastante esquisita” a história envolvendo as agressões sofridas pela deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). Deu as declarações no Palácio do Planalto, em entrevista à Rede Nordeste de Rádio.
“Eu não quero entrar nessa polêmica, está bastante esquisita essa história. O que eu estou vendo na imprensa é que vão ver sinal telefônico naqueles dias, analisar a fita de entrada e saída do prédio dela e vão pedir exames complementares no que compete a ela”, declarou.
O presidente também afirmou não querer entrar em detalhes sobre o assunto. “Ela está contando uma história aí, estou acompanhando, tenho certeza que a Polícia Civil de Brasília desvendará o que aconteceu”, disse.
Joice Hasselmann disse que foi agredida na madrugada de domingo (18), mas não se recorda do que aconteceu. A deputada afirmou ter acordado com lesões pelo corpo e sobre uma poça de sangue. A segurança da parlamentar foi reforçada depois do episódio.
A congressista disse nesta terça-feira (27) que a conclusão da perícia feita pela Polícia Legislativa (Depol), de que ela não saiu de casa na noite em que foi agredida em seu apartamento, derrubam a tese espalhada por perfis ligados ao bolsonarismo. Eles publicaram que ela teria se machucado ao sofrer um acidente de carro por dirigir bêbada e drogada.
SINAL
Na mesma entrevista, Bolsonaro também disse que um incidente sofrido no voo em que estava o senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi um “sinal de Deus” no contexto da nomeação do congressista para a Casa Civil de seu governo. “Eu acredito em Deus, e o Ciro acredita em Deus. Eu levei facada e vi a morte. E o Ciro, há 3 dias, viu a morte ao seu lado, quando ele, em pleno voo, teve turbina no avião que explodiu em pleno voo. Ele chegou aqui, me contou do desespero, da agonia, e este momento é um momento em que você procura se encontrar. De onde vim, para onde vou, como está a minha vida? Eu serei bem-recebido neste destino que cabe a todos nós? O Ciro relatou isso para mim”, declarou.
EXCEPCIONAL
Bolsonaro ainda disse que o general Luiz Eduardo Ramos, que sairá da Casa Civil e assumirá a Secretaria Geral da Presidência, tinha dificuldade com o “linguajar” dos congressistas. “O general Ramos é excepcional pessoa, conheço desde 1973, é meu irmão, mas o linguajar do parlamento ele tinha dificuldade. É a mesma coisa que pegar o Ciro Nogueira para conversar com os generais do Exército Brasileiro”, afirmou.
Poder 360