Por Alexandre Teixeira - @alexandreteixeiranatal
Muito tem se comentado nos últimos dias, sobre a entrevista do governador do Rio Grande do Sul, na qual se declarou gay em rede nacional. Sem sombra de dúvidas a atitude do governador, que pretende ser um nome para disputar a cadeira de presidente, é louvável e de muita significância para todos aqueles vivem com sua sexualidade reprimida, num país ainda muito machista, homofóbico e preconceituoso.
Por ser uma pessoa que ocupa cargo de expressão e visibilidade, seu posicionamento, assim como de outros que o fazem, sejam atores, músicos ou pessoas do mundo midiático, colabora muito para se combater o preconceito, quer seja, por gênero, raça ou opção sexual.
Eu sempre bato na tecla que a sexualidade é matéria personalíssima, o que nós do direito tratamos, como um direito individual e intransponível, ou seja, a sexualidade é sua e somente sua, e ninguém tem nada com isso. Dentro de quatro paredes, você pode ser ou fazer o que quiser, desde que sejam relações consentidas e não envolva crianças, incapazes ou animais.
No campo religioso, os líderes das mais variadas correntes de fé, tratam a homossexualidade como uma coisa profana, que não agrada a Deus, já que para eles, a relação saudável é aquela que constitui família na forma tradicional de gestação. Pois bem, eu particularmente não me sinto capaz de fazer qualquer julgamento sobre esse tema, e acho que todos os terrestres também deviam assim se posicionar. Se esse tipo de relação não agrada a Deus, quem vai realizar esse julgamento e no momento certo, é ele próprio, e não nós, pobres pecadores querendo impor o que é certo ou errado.
No campo político, vivemos um desvio de narrativas, criadas por grupos de interesse que pretendem ascender ao poder, fazendo com que a revelação de uma condição de sexualidade, seja fator importante para ser um bom político ou gestor público, quer seja pelo exemplo ou pela representatividade de uma minoria. Entendo que, não necessariamente precisa ser para representar, o legítimo representante precisa está atento as mudanças e ter sensibilidade, para dialogar e compreender.
A prova maior disso, é que, tivemos dois governos que nasceram como representantes de minorias, o primeiro, representado por um ex-operário e nordestino, que poderia ter sido um governo para entrar na história como diferente, acabou entrando como o mais corrupto da história do Brasil. Em seguida tivemos um governo de uma mulher, que novamente poderia ter entrado para história, mas foi uma extensão de corrupção do governo anterior e um dos mais desastrosos nos campos econômico e político, sendo essa inclusive, impeachmada.
Tenho certeza, que dos substantivos abstratos criados da aplicação do sufixo “dade”, o mais importante para um político ou gestor de dinheiro público é a HONESTIDADE. E isso, eu já tenho dito em rodas de conversas ou palestras, que é menos devastador o lado político que você representa, seja direita, esquerda, centro, centro-direita ou centro-esquerda, se seus projetos e pensamentos forem aplicados com honestidade, portanto, palavra de ordem nesse universo, seguida de seriedade, bondade, lealdade. não necessariamente nessa ordem. E o resto são narrativas criadas, para iludir e ludibriar aqueles que não sabem discernir, nem muito menos votar.
Artigo: Sexualidade, matéria personalíssima
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