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Bolsonaro condiciona aceitar sucessor a eleições auditáveis

O presidente Jair Bolsonaro voltou a condicionar aceitar o resultado das eleições de 2022 à adoção do voto impresso auditável. Deu a declaração a apoiadores no Palácio da Alvorada nesta sexta-feira (9) antes de seguir para Pirassununga (SP).

“Não tenho medo de eleições. Entrego a faixa pra quem ganhar. No voto auditável e confiável”, disse.

O chefe do Executivo afirmou ainda que o Brasil pode não ter eleições no próximo ano.

“Porque o futuro de vocês que está em jogo. Se essa cambada voltar ao poder, vocês toda semana terão caso de corrupção. Comigo agora o 3º escalão teria negociado compra de vacina. Não foi gasto um real. E batem por causa disso”, completou o presidente.

Bolsonaro voltou a dizer que houve fraude nas eleições de 2014 e atribuiu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a suposta responsabilidade.

“A fraude está no TSE. Isso  foi feito em 2014… Na apuração minuto a minuto, começou o Aécio Neves lá em cima e a Dilma lá embaixo. E, com o tempo, essas curvas foram se estabilizando até que ficaram na horizontal com a Dilma na frente”, declarou, mais uma vez sem apresentar provas.

O presidente voltou a criticar a condução da CPI (Comissão de Inquérito Parlamentar) da Covid no Senado Federal e atacou o presidente do colegiado, o senador Omar Aziz (PSD-AM).

“Quem vota em Omar Aziz ou é ignorante ou nasceu naquele lugar”, disse. Voltou a dizer que o senador desviou recursos da saúde pública.

AZIZ SE DEFENDE
Na última quinta-feira, Aziz já havia se defendido das acusações. Afirmou que, como, nas suas palavras, o presidente se informaria “através de compadre, coisas pequenas”, ele não daria importância ao ataque.

“Presidente [Bolsonaro], nunca lhe chamei de genocida, eu nunca lhe chamei de ladrão. Eu nunca disse que o senhor fazia rachadinha no seu gabinete”, continuou.

A cúpula da CPI –composta por ele, Renan Calheiros e o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP)– mandou uma carta a Bolsonaro questionando-o se o deputado Luis Miranda disse ou não a verdade ao declarar ter ouvido do presidente que supostas irregularidades na compra de vacinas seriam “rolo do Ricardo Barros”.

Bolsonaro disse em sua live, na quinta-feira à noite, sobre a carta: “Hoje, o Omar, o Renan e o saltitante fizeram uma festa lá embaixo na Presidência, entregaram documento, pô, responder pergunta à CPI. Sabe qual é minha resposta, pessoal? Caguei. Caguei para CPI. Não vou responder nada”.

Poder 360

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