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Em depoimento, mais uma mulher afirma ter sido assediada pelo presidente da CBF

Mais uma mulher afirma ter sido vítima de assédio sexual e moral de Rogério Caboclo. Em depoimento prestado ao Ministério Público do Rio de Janeiro, no mês passado, uma ex-funcionária da CBF declarou que foi assediada pelo dirigente, afastado do cargo de presidente da entidade.

Não se trata de uma nova denúncia. O depoimento foi prestado na investigação do caso de outra funcionária que denunciou Caboclo por assédio sexual e moral.

Em nota enviada à reportagem, a defesa de Rogério Caboclo afirma "que ele não cometeu crime de assédio contra nenhuma funcionária da entidade". A íntegra da nota está ao final deste texto.

No dia 4 de junho, uma funcionária denunciou Caboclo à Comissão de Ética da CBF. Dois dias depois, o dirigente foi afastado da presidência – primeiro por 30 dias, depois por mais 60.

Na mesma semana em que Caboclo foi afastado, o Ministério Público abriu uma investigação sobre o caso, em que foram tomados diversos depoimentos – dois deles de mulheres que afirmam terem sido assediadas pelo dirigente.

Desde que o ge revelou o primeiro caso de assédio, há mais de dois meses, Caboclo tem dito que é vítima de um complô liderado por Marco Polo Del Nero, ex-presidente da CBF e seu ex-aliado.

Na semana passada, a Justiça determinou medidas cautelares contra Caboclo: ele não pode ir à sede da CBF nem tentar contato com testemunhas do caso – quatro diretores da CBF e duas ex-funcionárias. Essa decisão é válida até o dia 26 de agosto, data para a qual foi marcada a primeira audiência do caso.

A Justiça também entendeu serem válidas as gravações feitas pela funcionária e anexadas à investigação do MP. Um dos áudios foi revelado pelo "Fantástico" no dia 6 de junho. Numa conversa na sala da presidência da CBF, Rogério Caboclo pergunta à funcionária se ela "se masturba?"

Crise na CBF
O caso detonou uma das maiores crises da história da CBF. Caboclo passou a bater boca publicamente com Marco Polo Del Nero, ex-presidente da entidade e seu padrinho político.

A entidade também chegou a sofrer uma intervenção judicial, depois suspensa por uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Desde o afastamento de Caboclo, a CBF está sob a presidência interina de Antonio Carlos Nunes, que é o mais velho dos oito vice-presidentes.

Leia a nota de Rogério Caboclo ao ge:

"A defesa do presidente da CBF, Rogério Caboclo, afirma que ele não cometeu crime de assédio contra nenhuma funcionária da entidade.

A defesa também lamenta que esteja acontecendo o vazamento seletivo de peças do processo para prejudicar a honra de Caboclo e influenciar no resultado do seu julgamento.

A defesa espera que seja respeitado o segredo do processo, decretado judicialmente".

Globo Esporte

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